O Museu da Casa Grande e a sua tutela, A.C.D.R. de Freixo de Numão, com o
apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, da Junta de
Freguesia de Freixo de Numão - Murça, e da Cruz Vermelha - Delegação do
Côa, vai organizar um Passeio de BTT designado "Pedalar com a Cultura"
aberto a todos.
Junta-se assim a prática desportiva com a descoberta do Património da Região.
Inscreva-se e participe!
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Inauguração da exposição "Memórias d'El Rei"
A 16 de junho de 1514, D. Manuel I, o rei aventuroso, atribiu o “Foral Novo”
à cidade de Vila Nova de Foz Côa. Para assinalar a efeméride desta data
histórica, a edilidade fozcoense agendou um notável programa comemorativo que
terá a sua abertura no próximo dia 14 de junho.
No dia 15 de junho de 2014, o Museu da Casa Grande junta-se as
festividades com a inauguração da exposição “Memórias d’El Rei – Os forais novos e a arte manuelina” numa das
salas do Centro Cultural. O núcleo central desta exposição procurará divulgar e
dar a conhecer a importância e o protagonismo deste documento na regulação da
vida jurídica, administrativa, fiscal, social e económica da comunidade
fozcoense.
Além do Foral de Vila Nova de Foz Côa, D. Manuel I, entre Junho de 1510 e
dezembro de 1519, outorgou ainda os forais novos às localidades de Almendra,
Numão, Cedovim, Horta do Douro e Muxagata, igualmente em destaque nesta mostra.
Todos estão convidados a participar nesta viagem ao passado para que conheçam
melhor a nossa história nacional e local.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Inauguração da Exposição - "Simbologias do Sagrado ao Profano - Uma viagem por terras de Foz Côa", em Castelo Melhor
Esta initiativa é destinada ao público em geral.
Visite-nos!
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Lançamento do livro "Do Imaginário ao real no Freixo de Antanho"
O Museu da Casa Grande e os autores têm a honra e o prazer de convidá-lo(a) a assistir à apresentação pública do livro "Do imaginário ao real no Freixo de Antanho" - 2.ª edição de António Sá Coixão e Sandra Naldinho.
A apresentação do livro terá lugar as 16 horas do dia 29 de Setembro (sábado) nas instalações da Adega Cooperativa de Freixo de Numão.
Será servido um beberete no final da sessão de apresentação do livro.
A apresentação do livro terá lugar as 16 horas do dia 29 de Setembro (sábado) nas instalações da Adega Cooperativa de Freixo de Numão.
Será servido um beberete no final da sessão de apresentação do livro.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
CORRESPONDÊNCIA ENTRE A CÃMARA DE FREIXO DE NUMÃO E O BARÃO FORRESTER
Interessante é debruçar-nos sobre uma carta que a antiga Câmara Municipal de Freixo de Numão terá escrito ao barão José James Forrester.
Precursor no desenvolvimento de estudos científicos sobre viticultura, cartografia e fotografia, o barrão Forrester foi um homem com uma visão grandiosa do Douro que marcou para sempre o setor do Vinho do Porto. O seu contributo para o desenvolvimento do Douro Vinhateiro ainda hoje se faz sentir, nomeadamente na cartografia (autor do primeiro mapa sobre a Região Demarcada do Douro) e no desenvolvimento da própria atividade vitivinícola. Autor de vários ensaios, destacam-se O Douro Português e País Adjacente (1848) e Prize Essay on Portugal and its Capabilities (1859), pelo qual recebeu uma medalha de ouro.
Tragicamente, terá falecido em 1861, numa das suas viagem de barco quando acompanhava a D. Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida como a "Ferreirinha", a Régua. O legendário sítio do Cachão da Valeira (S. João da Pesqueira) ficará marcado por este incidente que arrastou para o fundo das águas o barão. Nessa derradeira viagem, reza a história, que o corpo do José Forrester nunca terá sido encontrado por causa do cinto com dinheiro que levava consigo, e que a “Ferreirinha” não se terá afogado graça a saia de balão, que então vestia, fazendo-a flutuar até à margem do Rio Douro.
Figura apreciada em toda a região do Douro, José James Forrester recebeu em 1843 da municipalidade de Freixo de Numão a seguinte carta:
“Il.mo Senhor.
A Câmara Municipal do Concelho de Freixo de Numão, tendo, desde há muito tempo, observado os grandes trabalhos a que V. S.ª se tem dedicado nos seus exames dos rio Douro, e Paiz adjacente: e sabendo que esses trabalhos se achão quasi concluídos, e que V. S.ª generosamente anuindo aos desejos dos Arraes do Douro, das Câmaras Municipaes do Porto, Sabroza e Provezende, e da Associação Agrícola do Douro, se promptifica a publicar quanto antes, uma das suas importantes obras; muito se sensibilisa em notar pelos ofícios que V. S.ª dirigiu às sobreditas corporações, que parece estar duvidosa a publicação daquella parte dos seus trabalhos, que diz respeito principalmente ao rio Douro, e sua navegação.
Esta Câmara pois, tendo em vista, e desejando muito promover tudo quanto possa concorrer para a utilidade deste Paiz, e do Reino em geral; e reconhecendo quanto é importante toda e qualquer empreza que tenda a remover os obstáculos da Navegação deste caudaloso Rio; e certa pelas informações que sobre este objecto tem colhido, que a obra do Douro que V. S.ª tem feito, não se limita tão somente ao fim de mappas em geral, mas sim que serve de base para interessantes operações, e talvez offereça ao Governo um projecto para facilmente se removerem aqueles obstáculos, roga encarecidamente a V. S.ª não desista da sua nobre e utílissima empreza e quanto antes a leve a effeito.
Para conseguir tão desejado fim, esta Câmara se promptifica para o coadjuvar quanto possível lhe for.
Deus guarde a V. S.ª – Freixo de Numão, 24 de Março de 1843. Ill.mo Sr. José James Forrester.
O Presidente da Câmara – José Bernardo Moutinho da Fonseca.
O Vereador Fiscal – Luís Joaquim Pereira de Azevedo.
O Vereador – Francisco António de Mello.
O Vereador – José António Fernandes.
O Vereador – Francisco António da Fonseca Gomes.”1
Esta carta teria poucos dias depois a seguinte resposta:
“Illm.º Senhor
Tenho a honra de accusar a recepção da carta que V. S.ª houve por bem escrever-me em 24 do mez passado, e penhorado sobre a maneira das lisongeiras expressões com que a Illm.ª Câmara de Freixo de Numão falla dos meus trabalhos, e se oferecem para nelles me codjuvarem – rogo a V. S.ª o particular obséquio, de aceitar os meus mais sinceros agradecimentos por tão grande bondade e fineza, e se digne igualmente de, em meu nome, os transmittir à mesma Illm.ª Câmara.
Asseguro a V. S.ª que logo que as circumstancias permitão, farei com muito prazer e satisfação, todas as diligências que de mim possam depender, não só sobre a verificação da matéria em questão, mas sobre a doutra qualquer cousa tendente ao melhoramento e interesses do Paiz-do-Douro em geral, cuja conclusão possa precisar de auxilio do meu fraco e diminuto préstimo, que do coração affereço para tudo quanto possa tender à sua prosperidade. Sou com toda a consideração e respeito.
Illm.º Sr. Presidente da Câmara Municipal de Numão
De V. S.ª
Muito Attento Venerador e Obediente Servo
José James Forrester
Porto, 4 de Abril de 1843” 2
António Alberto Rodrigues Trabulo
_________
[1 ] José James Forrester, Correspondências de Illustres Corporaçoens Acerca do Melhoramento da Navegação do Rio Douro desde a sua Foz até à Barca de Vilvestre em Hespanha; e sobre os Mappas do mesmo Rio, e do Paiz Vinhateiro do Alto-Douro por José James Forrester, Typographia Commercial Portuense, 1843, p. 12.
[2] Idem, p. 13.
Precursor no desenvolvimento de estudos científicos sobre viticultura, cartografia e fotografia, o barrão Forrester foi um homem com uma visão grandiosa do Douro que marcou para sempre o setor do Vinho do Porto. O seu contributo para o desenvolvimento do Douro Vinhateiro ainda hoje se faz sentir, nomeadamente na cartografia (autor do primeiro mapa sobre a Região Demarcada do Douro) e no desenvolvimento da própria atividade vitivinícola. Autor de vários ensaios, destacam-se O Douro Português e País Adjacente (1848) e Prize Essay on Portugal and its Capabilities (1859), pelo qual recebeu uma medalha de ouro.
Tragicamente, terá falecido em 1861, numa das suas viagem de barco quando acompanhava a D. Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida como a "Ferreirinha", a Régua. O legendário sítio do Cachão da Valeira (S. João da Pesqueira) ficará marcado por este incidente que arrastou para o fundo das águas o barão. Nessa derradeira viagem, reza a história, que o corpo do José Forrester nunca terá sido encontrado por causa do cinto com dinheiro que levava consigo, e que a “Ferreirinha” não se terá afogado graça a saia de balão, que então vestia, fazendo-a flutuar até à margem do Rio Douro.
Figura apreciada em toda a região do Douro, José James Forrester recebeu em 1843 da municipalidade de Freixo de Numão a seguinte carta:
“Il.mo Senhor.
A Câmara Municipal do Concelho de Freixo de Numão, tendo, desde há muito tempo, observado os grandes trabalhos a que V. S.ª se tem dedicado nos seus exames dos rio Douro, e Paiz adjacente: e sabendo que esses trabalhos se achão quasi concluídos, e que V. S.ª generosamente anuindo aos desejos dos Arraes do Douro, das Câmaras Municipaes do Porto, Sabroza e Provezende, e da Associação Agrícola do Douro, se promptifica a publicar quanto antes, uma das suas importantes obras; muito se sensibilisa em notar pelos ofícios que V. S.ª dirigiu às sobreditas corporações, que parece estar duvidosa a publicação daquella parte dos seus trabalhos, que diz respeito principalmente ao rio Douro, e sua navegação.
Esta Câmara pois, tendo em vista, e desejando muito promover tudo quanto possa concorrer para a utilidade deste Paiz, e do Reino em geral; e reconhecendo quanto é importante toda e qualquer empreza que tenda a remover os obstáculos da Navegação deste caudaloso Rio; e certa pelas informações que sobre este objecto tem colhido, que a obra do Douro que V. S.ª tem feito, não se limita tão somente ao fim de mappas em geral, mas sim que serve de base para interessantes operações, e talvez offereça ao Governo um projecto para facilmente se removerem aqueles obstáculos, roga encarecidamente a V. S.ª não desista da sua nobre e utílissima empreza e quanto antes a leve a effeito.
Para conseguir tão desejado fim, esta Câmara se promptifica para o coadjuvar quanto possível lhe for.
Deus guarde a V. S.ª – Freixo de Numão, 24 de Março de 1843. Ill.mo Sr. José James Forrester.
O Presidente da Câmara – José Bernardo Moutinho da Fonseca.
O Vereador Fiscal – Luís Joaquim Pereira de Azevedo.
O Vereador – Francisco António de Mello.
O Vereador – José António Fernandes.
O Vereador – Francisco António da Fonseca Gomes.”1
Esta carta teria poucos dias depois a seguinte resposta:
“Illm.º Senhor
Tenho a honra de accusar a recepção da carta que V. S.ª houve por bem escrever-me em 24 do mez passado, e penhorado sobre a maneira das lisongeiras expressões com que a Illm.ª Câmara de Freixo de Numão falla dos meus trabalhos, e se oferecem para nelles me codjuvarem – rogo a V. S.ª o particular obséquio, de aceitar os meus mais sinceros agradecimentos por tão grande bondade e fineza, e se digne igualmente de, em meu nome, os transmittir à mesma Illm.ª Câmara.
Asseguro a V. S.ª que logo que as circumstancias permitão, farei com muito prazer e satisfação, todas as diligências que de mim possam depender, não só sobre a verificação da matéria em questão, mas sobre a doutra qualquer cousa tendente ao melhoramento e interesses do Paiz-do-Douro em geral, cuja conclusão possa precisar de auxilio do meu fraco e diminuto préstimo, que do coração affereço para tudo quanto possa tender à sua prosperidade. Sou com toda a consideração e respeito.
Illm.º Sr. Presidente da Câmara Municipal de Numão
De V. S.ª
Muito Attento Venerador e Obediente Servo
José James Forrester
Porto, 4 de Abril de 1843” 2
António Alberto Rodrigues Trabulo
Foto1- Retrato de José James Forrester
Foto 2- Pelourinho e Ex-Camâra Municipal de Freixo de Numão
Foto 3- Gravura do Cachão da Valeira
_________
[1 ] José James Forrester, Correspondências de Illustres Corporaçoens Acerca do Melhoramento da Navegação do Rio Douro desde a sua Foz até à Barca de Vilvestre em Hespanha; e sobre os Mappas do mesmo Rio, e do Paiz Vinhateiro do Alto-Douro por José James Forrester, Typographia Commercial Portuense, 1843, p. 12.
[2] Idem, p. 13.
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